Escolha uma Página

< LOJA

Tem graça, mas é sério: os quadrinhos do Ciência na Rua

Org. Mariluce Moura, Luiza Moura e Tiago Marconi

O Ciência na Rua está lançando um livro com alguns dos cartuns, tirinhas e charges publicados entre 2020 e 2025!

O livro reúne trabalhos de Bennê Oliveira (@leve.mente.insana), Cynthia Bonacossa, Flávio Luiz (@flavioluizocabra), Livia Carvalho (@liviafcarvalho175), Lovelove6 (@6love6), Luísa Lacombe (@lacombeluisa), Nara Lacerda Ferreira, Rachel Paterman (@desorientanda), Raphael Salimena (@linhadotrem), Silva João (@silvazuao), Sirlanney (@sirlanney), Tiago Lacerda (@elcerdo) e Vitor Flynn (@vitorflynn).

Além dos quadrinhos, o livro conta com outros três textos autorais: o ensaio do historiador Elias Thomé Saliba, professor da USP, sobre humor e ciência; o poema Pop Science do poeta e linguista Carlos Vogt, e o texto sobre editar humor para o Ciência na Rua, de Tiago Marconi.

160 páginas
Categoria:

R$ 180,00

Sobre oS ORGANIZADORES

Org. Mariluce Moura, Luiza Moura e Tiago Marconi
A missão do Ciência na Rua é contribuir para a expansão da cultura científica no país, experimentando múltiplas formas narrativas capazes de provocar o interesse e tornar acessível ao público jovem, sem formação especializada, informações originárias dos fronts da ciência, tecnologia e inovação. Falar sobre ciência de forma humorada e simples, focando no público jovem e de baixa renda. O projeto jornalístico ciência na rua busca incentivar o desenvolvimento da cultura científica no Brasil e despertar vocações científicas na juventude, em especial de baixa renda. Por meio da produção de conteúdos como matérias, artigos e vídeos, a marca propõe atingir o público jovem, entre 14 e 25 anos, colaborando para que a ciência e a produção do conhecimento científico sejam apropriados e façam parte da vida de cada um.

Críticas & comentários

“O que é humor?”, indaga o famoso físico Isaac Asimov no prefácio de Science goes to the dogs (1985), do também famoso Sidney Harris, prolífico cartunista que inundou com suas geniais criações, desde os anos 1970, revistas tão icônicas como a New Yorker até variadas publicações de referência em divulgação científica. “Não estou com vontade de dar lições sobre isso”, ele responde e, poucas frases adiante, apresenta o que chama de uma definição operacional. “O humor é o que me faz rir.” Feita a afirmação peremptória, Asimov prossegue em pura comicidade: “Claro que você pode dizer: ‘mas isso não me faz rir’. Bem, não se vanglorie disso. Há muito tempo cheguei à conclusão de que as pessoas que não riem do que me faz rir não têm senso de humor e deveriam se envergonhar. Por outro lado, se riem do que não me faz rir, são peculiares e não deveriam se impor às pessoas normais…”. De cara, esse clima, estimulante, divertido, em articulação com o conhecimento profundo e rigoroso em seu campo, era o que tínhamos em mente ao propor ao historiador Elias Thomé Saliba a escrita de um pequeno ensaio que desse um solo comum e seguro para o conjunto diversificado de quadrinhos de vários artistas que iríamos transportar do ambiente volátil e fugidio da internet — mais precisamente, do site Ciência na Rua (ciencianarua.net) e de suas redes sociais — para o mundo mais duradouro do papel. Autor, entre outras obras, do já clássico Raízes do riso (2002) e do conhecido ensaio “A dimensão cômica da vida privada na República” (em História da vida privada no Brasil, volume 3, 1998), Saliba tornara-se para mim fonte fundamental desde que o humor se desbordara do campo restrito de meus afetos para o da investigação de interesse profissional enquanto jornalista de ciência. Faz tempo que acredito que há um liame especial entre ciência e humor capaz de, bem explorado, fazer muito bem à divulgação científica e ao jornalismo de ciência. Pois bem, ao correr do texto, vi que tínhamos em mãos uma sólida estrutura/tabuleiro do humor para encaixe das tão diferentes peças que compunham o rico mosaico gráfico de cartuns ou quadrinhos formado pelo Ciência na Rua, ao mesmo tempo uma espécie de gramática geral para a fruição desses e de outros trabalhos de humor e ciência e, para completar, uma refinada sequência de deliciosas anedotas envolvendo filósofos e cientistas, humor e conhecimento. Entretanto, ainda buscávamos dois textos de natureza distinta que julgávamos importantes para explorar outras facetas da edição de um livro de quadrinhos voltados à ciência. Foi assim que, à guisa de apresentação do volume, obtivemos do poeta e linguista Carlos Vogt o direito de reprodução de seu “Pop Science”, fino poema de um olhar cheio de irreverência para grandes viradas da história da ciência, publicado originalmente em seu livro Poesia Reunida (2008). E, por fim, de Tiago Marconi, coordenador e editor de conteúdo do Ciência na Rua, temos o relato a quente e sensível do espaço destinado aos quadrinhos neste veículo e do rico diálogo estabelecido com os artistas, em benefício dos leitores. Após os textos, que não pedem nenhuma ordem especial de leitura, este livro abre-se à fruição direta dos cartunistas, razão mesma da existência desse volume. A título de conclusão, uma frase de Saliba: “O sorriso surge da percepção da incongruência entre o que a vida promete e o que ela entrega: por isto o humor é a resposta vital à contradição, permitindo ao indivíduo suportar a vida com leveza”.

MARILUCE MOURA

LANÇAMENTO: 31/03 • Terça • 19h00 - Centro de Pesquisa e Formação SESC - Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar, Sala 7 -Duração: 120 minutos - Classificação etária: Livre - Grátis